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Artigo publicado em 08 de Outubro de 2012 - Atualizado em 08 de Outubro de 2012

Judeus são alvo principal de terroristas islâmicos franceses

Capa do jornal francês Le Figaro desta segunda-feira, (08)
Capa do jornal francês Le Figaro desta segunda-feira, (08)
lefigaro.fr

RFI

Após a operação do final de semana da polícia francesa, que anunciou ter desmantelado um grupo terrorista islâmico, os jornais desta segunda-feira trazem um perfil dos jovens detidos e insistem no fato de que eles são nascidos no território francês e estabeleceram como alvos a cultura ocidental e o antissemitismo.

Os islamitas detidos preparavam uma série de ataques e queiram lançar uma guerra contra a França, afirma o Le Figaro em sua manchete. Eles são jovens de meio modesto, conhecidos da polícia por envolvimento com tráfico de drogas e casos de violência, e que se converteram ao islamismo radical, escreve o jornal conservador. Uma das maiores lições que se pode tirar dessa operação, diz o Figaro, é que os envolvidos não são pessoas nascidas no Mali, na Argélia ou no Oriente Médio. São franceses nascidos no país, criados na tradição judaica-cristã e que um dia foram seduzidos pelo Islã radical e se tornaram soldados da Jihad, como é chamada a guerra santa contra o Ocidente, afirma o jornal em seu editorial.

Citando o ministro do Interior, o Libération afirma em sua manchete que a versão francesa do islamismo radical é formada por jovens de bairros de periferia que desenvolveram o antissemitismo. Junto com o material e documentos apreendidos com os onze suspeitos do grupo estava uma lista de associações judaicas da região de Paris. Por enquanto, não se sabe com que objetivo essa lista foi constituída, mas ela sugere que ataques contra alvos judeus estavam sendo preparados, diz o Libération. Em editorial, o jornal afirma que o antissemitismo surgiu nas periferias de grandes cidades francesas, e os jovens perdidos nesses territórios abandonados pelo poder público veem os judeus como inimigos.

O jornal Les Echos observa que um dia após a operação policial, o presidente François Hollande fez questão de sinalizar aos franceses que está atento às questões de segurança. Ao invés de deixar o ministro do Interior, Manuel Valls, falar sobre o assunto, o próprio chefe de Estado recebeu os representantes da comunidade judaica no Palácio do Eliseu e fez questão de anunciar que seu governo está totalmente mobilizado contra qualquer ameaça terrorista.

tags: Imprensa - Islã - Judeus - Terrorismo
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