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Representantes de 170 países estão reunidos em Hyderabad, na India, para a 11ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica, um evento que discute a preservação da biodiversidade no mundo. Em um momento de forte crise econômica em vários países do mundo, e principalmente nos países ricos, o desafio da obtenção de recursos para proteger a natureza é o mais importante deste evento. O valor existente hoje, de cerca de 7 bilhões de dólares ao ano, é considerado insuficiente para criar áreas de preservação da fauna e da flora e combater a caça e a pesca ilegais.
A maior expectativa é de que, ao final da conferência, os países se comprometam com números mais abrangentes. Cálculos feitos pela entidade consideram que os custos necessários possam chegar a 600 bilhões de dólares em oito anos.
Sonia Peña Moreno, diretora de política global da União Internacional para a Conservação da Natureza, a maior ONG do mundo que defende esta causa, está na India e conta que nas mesas de negociações, os países desenvolvidos se confrontam com os países emergentes e em desenvolvimento quando o assunto é colocar dinheiro em jogo.
A última conferência, realizada no Japão em 2010, tinha sido considerada um sucesso histórico, ao conseguir chegar a um acordo sobre 20 objetivos a serem cumpridos até 2020 para preservar a biodiversidade do planeta, as chamadas Metas de Aichi. Os Estados Unidos haviam ficado de fora, mas todos os 193 países restantes, membros da ONU, haviam assinado o documento.
Os principais objetivos são evitar o empobrecimento do habitat natural da fauna e da flora, aumentar as áreas de preservação terrestre de 13,5% da superfície para 17% e, quanto aos oceanos, passar dos apenas 1% atuais para 10% de áreas protegidas daqui a oito anos.
Cerca de 90% dos países possuem um plano de ação para proteger a biodiversidade, mas somente 14 revisaram suas estratégias levando em conta as Metas de Aichi. De acordo com a ONG, quase um terço das 63.837 espécies do planeta estão em risco devido ao aquecimento global e à urbanização.
A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, vai à India na semana que vem, quando os ministros participarão dos três últimos dias da conferência. O evento se encerra no dia 19.

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