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Artigo publicado em 13 de Outubro de 2012 - Atualizado em 13 de Outubro de 2012

Imprensa elogia prêmio Nobel da Paz da União Europeia

A sede da Comissão Europeia em Bruxelles.
A sede da Comissão Europeia em Bruxelles.
(cc) Wikimédia/JLogan

Cíntia Cardoso

Um dia após o anúncio da União Europeia como vencedora do prêmio Nobel da Paz, a imprensa francesa elogia a escolha do comitê norueguês.  Para os jornais, apesar de chegar em um momento delicado, o prêmio recompensa décadas de esforço pela paz na região.

Para o jornal Le Monde, o prêmio foi mais do que merecido. Em editorial publicado na capa do jornal, o diário francês afirma que o prêmio é um reconhecimento pelo longo caminho percorrido pelo bloco e serve de encorajamento para o futuro. O jornal lembra ainda que desde os primórdios da União Europeia em 1950, com Comunidade Europeia do Carvão e do Aço, a Europa tem lutado com vontade política para fundar uma paz baseada "numa comunidade de valores que não nega as nações mas que as realça". 

O jornal Le Figaro avalia que o Nobel sublinha a construção de uma paz durável no continente. Com a criação da União Europeia, destaca o jornal, os europeus conseguiram superar o "horror dos regimes totalitários" do século 20  e conseguiram sepultar de vez ameaças bélicas. "Hoje é inimaginável uma guerra entre a França e a Alemanha", avaliou o comitê do Nobel.

Apesar de festejar o prêmio, o jornal não esconde os problemas enfrentados pelo bloco atualmente com a crise econômica que paira sobre a moeda única. O jornal também alfineta a guerra de egos entre os dirigentes europeus e se pergunta quem irá receber o diploma e o cheque de 932 mil euros (cerca de 2 milhões e meio de reais).

Analistas ouvidos pelo jornal Libération insistem que a União Europeai teve e tem um papel fundamental na pacificação do continente. No caso atual da tentações autoritárias nos governos na Romênia, Bulgária e Hungria, sem a União Europeia, a situação poderia ser ainda pior revela um politólogo ouvido pelo jornal. Mas o Libé não perde o tom ácido e argumenta em um editorial que a Europa é um "doente grave" e que a escolha dos jurados chega é quase ônica, já que chega em um momento em que a União Europeia está mais fragilizada politicamente e economicamente.

tags: Crise - Imprensa - Nobel - União Europeia
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