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16 de Outubro de 2012
Patriota defende maior protagonismo do Brasil no Oriente Médio
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota
REUTERS/Ueslei Marcelino
Alfredo Valladão

“Na sua recente visita ao Oriente Médio, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, declarou que o Brasil estava disposto a adotar um alto perfil na região e participar nos esforços de paz. A resposta do presidente de Israel, Shimon Peres, foi sem ambigüidade: “o Irã constrói armas nucleares, nega que o faz e manda armamentos para a Síria e o Hezbollah (...), é o único pais de mundo que ameaça destruir outro país (...) e ninguém tem o direito de transigir com isso”. O líder israelense foi claro: o processo de paz com os Palestinos está estreitamente conectado as questões do Irã e da Síria. Aviso aos navegantes brasileiros!

Se o Brasil quer ser realmente um protagonista na região, vai ter que enfrentar de cara esta equação regional que vincula Israel, Palestina, Irã e Síria, e. por tabela, Turquia, Arábia Saudita, Qatar, Egito, Rússia, Estados Unidos e União Européia. É muita areia para um caminhãozinho. O problema iraniano é sem dúvida o mais cabeludo e perigoso. É até possível que haja racionalidade em Teerã e que o governo iraniano não iria utilizar este tipo de armamento sabendo que a retaliação, imediata, vitrificaria o país. Só que uma bomba iraniana, além de deslanchar uma corrida armamentista nuclear sem controle por parte dos sauditas, turcos e egípcios, também representaria uma espécie de apólice de seguro para os aiatolás no jogo regional. O Irã xiita quer ser tornar a potência dominante no Oriente Médio sunita utilizando instrumentos armados, treinados e financiados pela Guarda Revolucionária iraniana – o regime sírio alauita de Bachar El-Assad e a milícia xiita libanesa Hezbollah – além da sua influência sobre o governo xiita iraquiano.“ Ouça a crônica de política internacional de Alfredo Valladão.

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