18 de Outubro de 2012
Para especialista, cansaço e falta de esperança esvazia mobilização grega contra crise
Greve geral na Grécia contra reformas do governo que paralisa até mesmo os serviços nos aeroportos e estações de trem.
Greve geral na Grécia contra reformas do governo que paralisa até mesmo os serviços nos aeroportos e estações de trem.
REUTERS/Yorgos Karahalis
Luiza Duarte

Nesta quinta-feira, durante a abertura da Cúpula da União Europeia, os grandes sindicatos gregos do setor público e privado convocam uma greve geral de 24h no país, a segunda em menos de um mês, contra os novos cortes orçamentárias no valor de 13,5 bilhões de euros, exigidos pelo bloco europeu, pelo Fundo Monetário Internacional e pelo Banco Central Europeu. Essa é a condição para o desbloqueio de uma parcela de 31,2 bilhões de euros do plano de ajuda à Grécia, prevista para o segundo trimestre desse ano e até agora não liberada por causa da crise política interna.

Com uma taxa de desemprego que ultrapassa os 25% da população ativa, um em cada dois jovens está desempregado. Desde o início da crise em 2010, a situação vem se deteriorando com a flexibilização das leis trabalhistas, a redução do regime de proteção social e o congelamento do salário mínimo a 580 euros. Em entrevista à RFI, a especialista Athanasia Chalari, do Hellenic Observatory da London School of Economics and Political Science alega que os gregos estão cansados, decepcionados e sem organização para se mobilizarem de maneira forte contra a crise.
 

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