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18 de Outubro de 2012
Inglês promove banquetes públicos com alimentos desperdiçados
Inglês Tristram Stuart leva banquetes para várias cidades da Europa.
Inglês Tristram Stuart leva banquetes para várias cidades da Europa.
REUTERS/Gonzalo Fuentes
Lúcia Müzell

Uma batata torta, uma cenoura pequena demais, uma banana magrinha que não atingiu 46 milímetros de diâmetro. No que depender das padrões estéticos adotados pela maioria dos distribuidores europeus, nenhum destes alimentos deve ser visto nas prateleiras dos supermercados. Diversas associações recuperam o que podem destes alimentos, mas um britânico resolveu mostrar na prática o que é possível fazer com tanta comida jogada fora. Tristram Stuart promeve banquetes públicos em várias cidades da Europa, preparados por um chefe de cozinha.

Somente na França, o desperdício chega a mais de 2,2 milhões de toneladas de comida jogadas fora por ano. A constatação faz com que já seja comum encontrar pessoas revirando latas de lixo dos mercados ao final do expediente. Essa situação revolta Stuart, um escritor inglês que decidiu se consagrar à causa. Ele estava em Paris na semana passada, onde promoveu um almoço para 5 mil pessoas, feito inteiramente com frutas e legumes que seriam destruídos. 

Segundo a Organização Mundial para a Alimentação e a Agricultura, um terço dos alimentos produzidos no planeta são jogados fora. A iniciativa de Trustram Stuart começou em 2009, com uma refeição gigante na Trafalgar Square, uma das praças mais conhecidas de Londres. Depois disso, já passou por dezenas de cidades e até nos Estados Unidos.

Quem transforma os alimentos em pratos deliciosos é o chef Peter O'Grady, um irlandês conhecido como Para. Diariamente, ele prepara refeições para cerca de 900 pessoas na periferia de Londres, exclusivamente feitas com produtos rejeitados nos supermercados ingleses.

No Brasil, o desperdício chega a até 60% do que é produzido, se considerarmos todo o trajeto até a mesa do consumidor. A ONG Banco de Alimentos recolhe os produtos e os entrega a 51 instituições, como explica a nutricionista Camila Kneip.

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