Argentina/Gana - 
Artigo publicado em 23 de Outubro de 2012 - Atualizado em 23 de Outubro de 2012

Argentina reivindica na ONU ajuda para liberar embarcação retida em Gana

Navio argentino “Liberdade”, retido no porto ganense de Tema.
Navio argentino “Liberdade”, retido no porto ganense de Tema.
REUTERS/Stringer

RFI

O chanceler argentino, Héctor Timerman, reivindicou nesta segunda-feira nas Nações Unidas a libertação da fragata ''Liberdad'', retida desde o começo do mês em Gana por um embargo judicial. Para a diplomacia argentina, a ação é ilegal.

O ministro das Relações Exteriores da Argentina se reuniu em Nova York com o presidente do Conselho de Segurança da ONU, o embaixador guatemalteco Gert Rosenthal, com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, e com o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas, Vuk Jeremic. Após o encontro, Ban Ki-moon  se comprometeu a mobilizar a ONU para ajudar nas negociações entre Gana e a Argentina.

A embarcação argentina “Libertad” está retida em Gana desde o começo do mês a pedido do fundo especulativo NML. O fundo tenta receber o pagamento dos títulos da dívida que foi suspenso com o calote de 2001. Essa não é a primeira vez que o fundo tenta bloquear bens argentinos no exterior. Ele já tentou recuperar ativos do Banco Nación em Nova York e até da embaixada argentina em Paris. Valendo-se da imunidade diplomática, a Argentina conseguiu impedir essas ações.

A presidente argentina Cristina Kirchner declarou ontem que, enquanto ela for presidente, "os fundos abutres não conseguirão tocar na soberania e na dignidade do país”. O mesmo tom firme é adotado pelo chanceler argentino.

"A decisão do governo argentino é não negociar com os fundos abutres. Nunca um 'fundo abutre' conseguiu se apropriar de uma propriedade do governo argentino. Sempre fracassaram, nos Estados Unidos, na Alemanha, na França e na Suíça", declarou.

Os "fundos abutres" são conhecidos por comprarem títulos da dívida de países em situação de moratória para, posteriormente, negociarem o pagamento integral. O fundo NML Capital, com sede nas Ilhas Caiman, recusou a proposta argentina de trocar entre 2005 e 2010 sua dívida, em ''default'' desde 2001. O fundo exige um pagamento de US$ 370 milhões de dólares (R$ 749 milhões), mas, na época, a Argentina aceitava pagar no máximo US$ 100 milhões (R$ 202 milhões).

tags: Argentina - Ban Ki-moon - Cristina Kirchner - Diplomacia - Dívida - Gana - ONU
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