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Artigo publicado em 09 de Novembro de 2013 - Atualizado em 10 de Novembro de 2013

Vietnã se prepara para a chegada do supertufão Haiyan

Os habitantes de Da Nang, no Vietnã, usam sacos de plástico para proteger a cidade antes da passagem do supertufão Haiyan.
Os habitantes de Da Nang, no Vietnã, usam sacos de plástico para proteger a cidade antes da passagem do supertufão Haiyan.
REUTERS/Duc Hien

RFI

O Vietnã está na rota do tufão Hayan que chega neste domingo ao centro do país. Mais de 200 mil pessoas já foram levadas para abrigos e 170 mil soldados estão mobilizados para operações de resgate. Nas Filipinas, estima-se que 1.200 pessoas tenham morrido. Laos e o sul da China também estão no caminho do fenômeno.

Depois de ter deixado um rastro de destruição nas Filipinas, as autoridades do Vietnã intensificaram a vigilância. Segundo o site oficial VNExpress, o governo começou a retirar pessoas de zonas de risco em quatro províncias na costa do país e alojadas em abrigos. O governo também reforçou as barragens das usinas hidrelétricas para “limitar as consequências humanas e materiais”.

Segundo cálculos da Cruz Vermelha, 6,5 milhões de habitantes do Vietnã poderiam ser afetadas pelo supertufão. Haiyan é considerado o mais violento em todo o mundo neste ano. Neste domingo, o tufão deverá perder um pouco da sua força, mas continua a representar um «sério» perigo, disse o primeiro-ministro do Vietnã, Nguyen Tan Dung.

A Cruz Vermelha declarou hoje também que pelo menos 1.200 pessoas morreram. O governo ainda não tem dados fechados, mas também fala de centenas de vítimas fatais. Esse número, porém, pode ser ainda maior. Várias áreas da costa do país continuam isoladas. Nenhum contato pôde ser estabelecido com a cidade portuária de Guiuan que foi o ponto de entrada do tufão. Mais de 800 mil pessoas continuam desabrigadas.

Filipinas

"São destruições em massa. A última vez que vi algo dessa dimensão foi após a passagem do tsunami no Oceano Índico” , disse Rhodes Stampa, chefe da equipe de gestão de desastres da ONU. Em 2004, o tsunami deixou 220 mil mortos na Ásia. As Nações Unidas também enviaram ajuda alimentar em caráter emergencial para as Filipinas.

A Comissão Europeia enviou neste sábado uma equipe de técnicos para ajudar nas operações de resgate. Segundo testemunhas, os ventos de até 315 quilômetros por hora arrastaram carros e até casas com extrema facilidade.

O governo filipino informou que cerca de 125 mil pessoas de 22 províncias estão abrigadas em 109 abrigos de emergência. As imagens transmitidas pelas televisões locais mostram dezenas de corpos espalhados pelas estradas de Tacloban. Uma tragédia a mais para os filipinos que, no mês passado, foram atingidos por um tremor de terra. Mais de cem mil pessoas já estavam refugiadas em centros antes da chegada de Hayan.

 

 

tags: Catástrofes naturais - Clima - Filipinas - Supertufão - Tufão - Vietnã
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