Egito/Manifestações - 
Artigo publicado em 11 de Fevereiro de 2012 - Atualizado em 11 de Fevereiro de 2012

Egípcios fazem greve para marcar um ano da queda de Moubarak

Um ano após a queda de Moubarak, egípcios pedem que militares deixem o poder.
Um ano após a queda de Moubarak, egípcios pedem que militares deixem o poder.
REUTERS/Suhaib Salem

RFI

Esse sábado marca um ano da queda do presidente egípcio Hosni Moubarak. A oposição, que critica a demora no processo de transição e pede a saída dos militares do poder, organiza uma jornada de greve para pressionar o governo interino. A Irmandade Muçulmana, que domina o Parlamento do país, não aderiu à mobilização. 

Em 11 de fevereiro de 2011, após 18 dias de manifestações populares intensas, o presidente Hosni Moubarak deixava o cargo, marcando o fim de um reinado de quase três décadas. No entanto, um ano após sua queda, a oposição estima que o regime autoritário ainda continua em vigor, já que o poder permanece nas mãos do exército, que deveria administrar o país temporariamente até a formação de um novo governo eleito pelo povo. Além disso, eles criticam o fato de que o ditador ainda não tenha sido condenado. 

Aproveitando o aniversário de um ano da queda do líder egípcio, a oposição convocou uma jornada de greves neste sábado. Os militantes que contribuíram para a queda de Moubarak exigem que o exército deixe o poder. O Conselho Supremo das Forças Armadas (CSFA), órgão que representa o governo de transição, já avisou que não cederá às ameaças, e fala de um “complô” contra o Estado.

No entanto, o movimento de greve não convenceu toda a população e as diferentes forças políticas do país. A Irmandade Muçulmana, grupo que domina o Parlamento eleito recentemente, se opôs à paralisação. Assim como muitos egípcios, eles temem os efeitos negativos desse tipo de mobilização para a economia do Egito. O CSFA montou um forte esquema de segurança em todo o país.

Nenhuma manifestação oficial é prevista, mas além da greve, estudantes devem protestar em várias universidades do Cairo e de Alexandria. Na sexta-feira, milhares de pessoas já haviam desfilado nas ruas da capital.
 

tags: Aniversário - Egito - Greve - Hosni Mubarak
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