Irã/Nuclear - 
Artigo publicado em 20 de Fevereiro de 2012 - Atualizado em 20 de Fevereiro de 2012

AIEA envia nova missão de inspetores ao Irã

Inspetores da AIEA embarcam em Viena para missão de dois dias no Irã.
Inspetores da AIEA embarcam em Viena para missão de dois dias no Irã.
REUTERS/Herwig Prammer

RFI

Uma equipe de inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) chegou na manhã desta segunda-feira no Irã para avaliar seu programa nuclear do país. Essa é a segunda vez em menos de um mês de que a AIEA envia uma missão especial ao país, suspeito de utilizar seu programa nuclear com fins militares.

A delegação de cinco peritos vai passar dois dias no país para discutir pontos obscuros do programa nuclear iraniano, suspeito de viés militar pelos países ocidentais. Segundo a imprensa local, o grupo, liderado por Herman Neckaerts, deve discutir "soluções diplomáticas para a questão nuclear”.

Essa segunda visita ao país em menos de um mês confirma a preocupação da comunidade internacional sobre as verdadeiras intenções do programa nuclear iraniano, apesar das explicações do regime de Teerã, que insiste no caráter civil de seus projetos atômicos. O Irã já foi alvo de seis resoluções das Nações Unidas, das quais quatro incluíam sanções contra a atitude do país sobre o assunto.

A primeira missão da AIEA, realizada entre 29 e 31 de janeiro, foi considerada como produtiva, mas a agência da ONU considera que ainda há muito trabalho pela frente. Segundo os diplomatas ocidentais da organização, durante essa visita os inspetores não puderam encontrar todos os responsáveis iranianos e não puderam visitar todas as centrais que haviam solicitado.

Um dos emissários da AIEA declarou estar pessimista quanto ao avanço na cooperação iraniana, principalmente após o anúncio, nesse domingo, da suspensão de suas exportações de petróleo à França e ao Reino Unido. A medida foi uma represália às novas sanções adotadas pelos europeus contra a república islâmica.

tags: AIEA - Nuclear - Segurança
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Comentários (1)

AIEA envia nova missão de inspetores ao Irã

Tem que existir responsabilidade de todos na preservação da paz pelo mundo, para que seja evitado conflitos desnecessários que possam ser prejudiciais a todos.
E nessa questão com o programa nuclear iraniano; não é com ameaças ou bravatas, instigação e muito menos com mendacidades que se vai resolver a questão. Mesmo porque, existem outras nações que precisam ou estão trabalhando também com o desenvolvimento pacífico da energia nuclear.
Pois, alguns insensatos querem incendiar a questão fazendo uso do atiçamento em direção errada da guerra desnecessária; para assim tirarem proveitos políticos da situação.
E não é desse modo, a coisa tem que ser feita de maneira equilibrada para que se chegue a uma consenso; e sempre usando do bom senso na direção certa; e não com o uso da força bruta como querem determinados incendiários do mundo; que pensam em resolver tudo na base da força bruta e assim prejudicar a estabilidade mundial.
Seria de uma grande irresponsabilidade de alguns insanos, ousarem de algum tipo agressão desvairada contra Irã; a qual poderia causar uma catástrofe internacional de consequências imprevisíveis.
Acusações infundadas e sem consistência contra o Irã ou qualquer outro país, para criarem pretextos para iniciar uma guerra, não é o caminho certo - pois, todos tem que ter compromissos com paz.
A AIEA, que é um Órgão das Nações Unidas tem que ter sempre sua parcela de responsabilidade na preservação da paz. E, do mesmo modo a AIEA tem que estar sempre a serviço da preservação da paz pelo mundo, e não ser objeto de manobras politicas de caráter belicista de quem quer que seja.
Todavia, quando se trata do Estado de Israel que já faz uso da energia nuclear; e o qual ao que tudo indica; não quer mesmo ter compromissos com a paz na região, pois, Israel tem bombas nucleares e outras armas de extermínio em massa, portanto, Israel não tem que temer pela sua segurança como alegam.
Além do que, o estado de Israel que não respeita e muito menos não considera as resoluções das Nações Unidas e ignora até mesmo os apelos da Comunidade Internacional na questão palestina.
E, quando se trata de Israel, não são feitas sanções ou medidas restritivas; quando Israel faz assentamentos ilegais e medidas provocativas em territórios palestino, contrariando desse modo a comunidade internacional.

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