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Artigo publicado em 18 de Julho de 2012 - Atualizado em 18 de Julho de 2012

Ocidentais pedem ação rápida na Síria após ataque em Damasco

População protesta na periferia de Damasco após o ataque suicida dessa quarta-feira na capital síria.
População protesta na periferia de Damasco após o ataque suicida dessa quarta-feira na capital síria.
REUTERS/Shaam News Network

RFI

Os líderes ocidentais alertam para a urgência de uma ação firme das Nações Unidas contra a Síria, após o atentado suicida que resultou na morte do ministro da Defesa do país e do cunhado do presidente Bashar al-Assad nessa quarta-feira. O Conselho de Segurança da ONU está reunido em Nova York para discutir a situação, mas o voto de uma resolução contra o regime de Damasco foi adiado.

A comunidade internacional reagiu logo após o ataque suicida que resultou na morte do ministro sírio da Defesa, Daoud Rajha, e do vice-ministro e cunhado de Bashar al-Assad, Assef Shawkat. Todos enfatizam a necessidade de uma ação urgente da parte das Nações Unidas.

O chefe da diplomacia britânica foi um dos primeiros a reagir. William Hague condenou o atentado e pediu que o Conselho de Segurança da ONU adote rapidamente uma resolução impondo sanções ao regime de Damasco. Mesmo tom do lado alemão, onde a chanceler Angela Merkel disse que esse é o momento de ratificar uma resolução da ONU. Já o ministro francês das Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que Paris vai pressionar como pode para obter sanções, enquanto a Casa Branca emitiu um comunicado ressaltando que o episódio prova que o presidente sírio está perdendo o controle de seu país.

Enquanto isso em Nova York os membros do Conselho de Segurança discutem a possibilidade de recorrer ao capítulo 7 do regulamento. O texto permitiria ao grupo, formado por 15 países, autorizar ações que vão desde sanções diplomáticas e econômicas até uma intervenção militar – mesmo se os Estados Unidos já disseram que não visam uma ação armada no território sírio.

Mas a reunião continua bloqueada pela Rússia, tradicional aliada da Síria e membro permanente do Conselho de Segurança, que não apoia a adoção de sanções. Para o chanceler russo Serguei Lavrov, isso só aumentaria a violência. "É um beco sem saída apoiar a oposição. Assad não vai sair por conta própria e os nossos parceiros do Ocidente não sabem o que fazer quanto a isso", disse o chefe da diplomacia de Moscou.

Os presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Vladimir Putin, discutiram sobre a situação síria por telefone nessa quarta-feira. “A conversa mostrou que os dois líderes têm a mesma análise da situação e os mesmos objetivos de solução. Mas ainda persistem divergências sobre a maneira concreta para chegar a essa solução”, disse o porta-voz do Kremlim Dmitri Peskov.

Diante do impasse, o emissário especial das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria Kofi Annan pediu o adiamento da votação na ONU até quinta-feira.

tags: Ataques - Bashar al-Assad - Conselho de Segurança - Kofi Annan - Síria
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