Síria / Rebelião - 
Artigo publicado em 21 de Julho de 2012 - Atualizado em 21 de Julho de 2012

Combatentes islâmicos ocupam posto na fronteira da Síria com a Turquia

Prédios danificados no bairro de Erbeen, em Damasco.
Prédios danificados no bairro de Erbeen, em Damasco.
Reuters

RFI

Um grupo de cerca de 150 combatentes islâmicos originários de diversos países muçulmanos ocuparam neste sábado o posto de controle de Bab al-Hawa, na fronteira da Síria com a Turquia, segundo a agência de informações France Presse. O local havia sido tomado pelos rebeldes na sexta-feira. Enquanto isso, os combates e bombardeios continuam nas principais cidades do país.

Alguns desses militantes afirmaram ser originários da Argélia, da Arábia Saudita, dos Emirados Árabes, do Egito, da França e da Tunísia. Parte deles se declarou próxima dos talibãs, enquanto outros disseram pertencer ao braço da Al-Qaeda no norte da África.

Bab al-Hawa é um dos 12 pontos de passagem entre a Síria e a Turquia, que condividem uma fronteira de 877 quilômetros.

A imprensa síria já acusou a rede extremista Al-Qaeda de comandar o terrorismo no país. Os rebeldes sírios rejeitam essas acusações, afirmando que são os serviços de informação do regime que utilizam seus laços com a Al-Qaeda para desacreditar a rebelião.

Fronteiras

Os rebeldes sírios dominam neste sábado vários postos de controle nas fronteira da Síria com o Iraque e a Turquia, vitais para o transporte de armas.

Na região leste, eles controlam dois dos três principais pontos de passagem entre o Iraque e a Síria. Ao norte, a rebelião conquistou na sexta-feira o posto de Bab al-Hawa. Já ao sul o Exército Sírio Livre, formado por desertores e civis armados, tentou em vão tomar um posto da fronteira com a Jordânia, segundo autoridades jordanianas. Na região oeste, a fronteira com a Líbia continua sob o controle completo do exército fiel ao regime do presidente Bashar al-Assad.

Agora que os combates estão se intensificando, os rebeldes têm uma necessidade ainda maior de armas e o controle das fronteiras é vital para o aprovisionamento.

Violência

Os combates continuam na capital Damasco, onde as condições de vida pioram a cada dia. Devido aos combates, os diferentes bairros da cidade ficaram isolados, o que dificulta os deslocamentos. Os habitantes que conseguem sair de casa correm aos supermercados para fazer estoque de provisões.

A situação está levando os civis a escaparem para o exterior mas também a procurar refúgio em prédios públicos, sobretudo escolas, segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Junto com o Crescente Vermelho, a organização se mobiliza para preparar as escolas a acolher os refugiados. Cerca de 60 escolas foram abertas na região rural perto de Damasco e abrigam até agora 11.800 pessoas.

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, afirmou hoje estar preocupado com a "degradação rápida" da situação e enviou a Damasco em caráter de urgência o sub-secretário encarregados das operações de manutenção da paz, o diplomata francês Hervé Ladsous. Ele será acompanhado pelo principal conselheiro militar da ONU, o general Babacar Gaye.

Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, a violência fez ao menos 92 mortos no país neste sábado, dos quais 41 eram civis.
 

 

tags: Al Qaeda - Ban Ki-moon - Bashar al-Assad - Cruz Vermelha - Fronteiras - ONU - Rebeldes - Síria - Violência
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