Saúde / Aids - 
Artigo publicado em 22 de Julho de 2012 - Atualizado em 22 de Julho de 2012

Conferência internacional sobre Aids começa neste domingo em Washington

Segundo os especialistas, a evolução das terapias antirretrovirais permitirá acabar com a epidemia de Aids.
Segundo os especialistas, a evolução das terapias antirretrovirais permitirá acabar com a epidemia de Aids.
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RFI

Cerca de 25 mil pessoas participam a partir deste domingo em Washington da 19ª Conferência Internacional sobre a Aids. As discussões deste ano serão centradas em uma nova mobilização para acabar com a epidemia, um objetivo que é considerado possível graças aos tratamentos existentes atualmente.

Esta é a primeira vez em 22 anos que essa conferência, organizada a cada dois anos, acontece nos Estados Unidos, país que havia proibido em 1990 a entrada de pessoas seropositivas. A medida foi suspensa em 2009, quando o presidente Barack Obama promulgou uma lei votada pelo Congresso.

Os principais especialistas mundiais engajados na luta contra a Aids consideram que o arsenal terapêutico desenvolvido nos últimos vinte anos permite imaginar o fim dessa epidemia devastadora, que fez 30 milhões de mortos desde seu surgimento no início dos anos 80.

Cerca de 35 milhões de pessoas no mundo - das quais 97% em países onde o nível de renda é baixo ou intermediário - foram infectadas pelo vírus da Aids, o HIV.

A esperança de uma erradicação da epidemia foi reforçada pelos recentes resultados de testes clínicos que mostraram que os tratamentos antirretrovirais permitem reduzir fortemente o risco de infecção das pessoas seronegativas que tiveram relações sexuais de risco.

Essas terapias desenvolvidas nos anos 90 diminuem muito a carga viral dos seropositivos, permitindo que eles vivam em boa saúde e transmitam muito menos o HIV.

Segundo os últimos dados do UNAids, o programa das Nações Unidas sobre a Aids e o HIV, mais de oito milhões de pessoas contaminadas pelo vírus se tratavam com medicamentos antirretrovirais no final de 2011 nos países onde o nível de renda é baixou ou intermediário, e especialmente na África Subsaariana, região mais afetada pela epidemia. Mas esse número recorde representa somente 54% das 15 milhões de pessoas infectadas.

A falta de recursos para permitir que todos os seropositivos tenham acesso aos tratamentos antirretrovirais continua sendo uma das maiores preocupações das autoridades de saúde pública, em um contexto de cortes orçamentários nos países doadores.

Assim, a conferência em Washington será a ocasião de uma mobilização mais intensa, sobretudo por parte dos políticos, para ampliar o acesso aos tratamentos e também continuar a persquisa sobre o HIV.

Para a cientista Françoise Barré-Sinoussi, co-vencedora do prêmio Nobel de Medicina pela identificação do HIV, a cura para a Aids parece possível com os progressos científicos realizados e um novo impulso global para mobiilzar talentos e recursos. Essa opinião é compartilhada pelos principais especialistas mundias no tema.

O ex-presidente americano Bill Clinton, a secretária de Estado Hillary Clinton, Bill Gates e o cantor Elton John estão entre as personalidades que devem participar da conferência, que acontece até o dia 27 de julho.
 

tags: Aids - Conferência - Epidemia - Saúde
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Não é AIDS, é SIDA!!

AIDS é o acrónimo para Aquired ImmunoDeficiency Syndrome, que em português quer dizer Sindroma da ImunoDeficiência Adquirida (SIDA).

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