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Comércio de armas/ONU - 
Artigo publicado em 28 de Julho de 2012 - Atualizado em 28 de Julho de 2012

Tratado de comércio de armas da ONU termina em impasse

Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o atraso na aprovação do tratado de comércio de armas é um retrocesso.
Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o atraso na aprovação do tratado de comércio de armas é um retrocesso.
REUTERS/Ki Price

RFI

As definições do tratado de regulação vendas de armas convencionais entre os 193 países integrantes das Nações Unidas terminaram em impasse na sexta-feira à noite. Estados Unidos e Rússia pediram mais tempo para se pronunciar. Outros países, como China, Índia, Indonésia e Egito, adotaram a mesma posição. Alguns diplomatas e associações apontaram Washington como o principal responsável do fracasso nas negociações, que duraram um mês. 

O maior impasse do tratado é sobre a avaliação do risco da venda de armas; se as comercializações podem resultar em graves violações dos direitos humanos ou de atentados promovidos pelo crime organizado. O acordo proposto indica que cada nação é responsável por sua avaliação.

Diplomatas acusam os Estados Unidos de atrasar a aprovação do tratado, mas o país se disse disposto a dar continuidade às discussões sobre o acordo. “Os Estados Unidos são favoráveis a uma segunda etapa de negociações para se chegar a um consenso sobre o tratado, mas não somos favoráveis a votar sobre texto atual da Assembleia Geral da ONU”, declarou a porta-voz da diplomacia americana, Victoria Nuland. Ela reiterou que o texto atual ilustra progressos consideráveis, mais ele necessitaria de uma nova revisão.

Para o responsável da organização Oxfam America, Scott Stedjan, o atraso na aprovação do tratado mostra “a falta de coragem da Casa Branca” – uma opinião compartilhada por outros integrantes de organizações presentes. Para ele, “um tratado internacional reforçaria a reputação dos Estados Unidos de liderança no campo dos direitos humanos.

Já para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a demora nas resoluções sobre o acordo representa um retrocesso no assunto. “Mas isso não significa que o abandonaremos”, disse, prometendo perserverar.

O presidente da conferência, Roberto Garcia Moritan, disse que uma solução para acabar com o impasse seria pedir que a ONU tome uma decisão sobre o assunto. A próxima sessão da assembleia acontecerá em setembro, em Nova York, mas as discussões sobre o tratado só devem ser retomadas em 2013.

Os Estados Unidos representam hoje cerca de 40% do comércio mundial de armas, avaliado em 70 bilhões de dólares por ano. A compra e venda de armamentos não têm regulação internacional para a exportação.
 

tags: Armas - Ban Ki-moon - Estados Unidos - ONU
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