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Artigo publicado em 29 de Julho de 2012 - Atualizado em 29 de Julho de 2012

Jordânia abre campo de refugiados para 120 mil na fronteira com a Síria

Inaugurado neste domingo, o campo de refugiados de Zaatari na fronteira da Jordânia com a Síria tem capacidade para 120 mil pessoas.
Inaugurado neste domingo, o campo de refugiados de Zaatari na fronteira da Jordânia com a Síria tem capacidade para 120 mil pessoas.
REUTERS/Muhammad Hamed

RFI

A Jordânia abre o seu primeiro campo de refugiados, neste domingo, para acolher os civis que fogem da vizinha Síria, imersa em mais de 16 meses de violentos confrontos entre as forças do presidente sírio, Bashar al -Assad, e o Exército Livre.

O ministro das Relações Exteriores jordaniano, Nasser Jawdeh, e o ministro do Interior, Ghaleb Zoubi, inauguraram o campo de Zaatari, que pode acolher até 120 mil pessoas, em Mafraq, perto da fronteira entre os dois países. Enquanto era oficializada a abertura, ao menos dois homens foram mortos pelas forças do regime ao tentarem atravessar a fronteira da Jordânia com a Síria, de acordo com Zayed Hammad, presidente da associação Kitab wal Sunna, em entrevista a agência de notícias France Presse.

“O exército sírio faz emboscadas para todos que tentam fugir para a Jordânia” afirmou Hammad, que através de sua organização ajuda mais de 50 mil sírios refugiados no país.

De acordo com a Kitab wal Sunna, 142 mil sírios já entraram no país, destes 36 mil estão cadastrados pelas Nações Unidas como refugiados.

Além da Jordânia, da Turquia e do Líbano, a Argélia também é outro destino para os civis sírios que fogem dos bombardeios no país. Há pelo menos um mês, 12 mil deles se refugiaram na Argélia, de acordo com um comunicado do Ministério argelino do Interior.

Um acordo bilateral foi assinado entre os dois países, retirando a necessidade de um visto, o que facilita a entrada dos sírios. O país planeja instalar provisoriamente os civis que hoje ocupam a Praça dos Mártires, a Port-Said e um bairro no leste da capital Argel. Alguns estão presentes mesmo em outras cidades. O número exato de pessoas é inverificável e segundo a imprensa local, pode chegar a 23 mil.

No entanto, o governo argelino vem tomando medidas para limitar esta entrada e reduziu de três para um o número de voos semanais ligando sua capital à Damasco. Um bilhete de volta e uma atestação de hospedagem passaram a ser necessários para embarcar.

Combates em Aleppo

Os ataques recomeçaram e as forças rebeldes afirmam terem conseguido conter o avanço das forças do regime, que permanecem entrincheiradas em alguns bairros de Aleppo, segunda maior cidade e capital econômica do país. Há dois dias os bombardeios violentos de helicópteros visam a metrópole de 2 milhões e meio de habitantes.

A oposição quer uma reunião de urgência das Nações Unidas e lançaram um apelo para que os países aliados armem os rebeldes. O chefe do conselho militar dos insurgentes de Aleppo pede que uma zona de exclusão aérea seja instaurada no norte da Síria e acusa o regime de preparar  “um massacre”.
 

tags: Conflito - Crise - Jordânia - Nações Unidas - Refugiados - Síria
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