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Artigo publicado em 09 de Agosto de 2012 - Atualizado em 09 de Agosto de 2012

Opep aumenta previsões de demanda de petróleo para 2012 e 2013

Embora as previsões de demanda de petróleo em todo mundo tenham aumentado, o preço do barril e a crise econômica preocupam a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Embora as previsões de demanda de petróleo em todo mundo tenham aumentado, o preço do barril e a crise econômica preocupam a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).
Reuters

RFI

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou nesta quinta-feira seu relatório mensal onde revisou para cima sua previsão de aumento de demanda de petróleo em todo o mundo em 2012 e 2013 para 88,72 milhões e 89,52 milhões de barris por dia, respectivamente. Entretanto, a entidade adverte que há riscos de uma queda do consumo devido ao aumento do preço do petróleo e à crise na zona do euro.

A Opep, que bombeia mais de um terço do petróleo mundial, anunciou que espera que a demanda pelo produto no mundo cresça em 810 mil barris por dia em 2013. A onda de calor nos Estados Unidos e o fechamento de algumas centrais nucleares no Japão aumentaram a utilização do carburante nas centrais elétricas. “A demanda mundial de petróleo superou as previsões anteriores e a dinâmica tem agora uma tendência maior de se estabilizar do que a recuar”, informou o relatório.

No entanto, a demanda continua diminuindo na Europa devido à crise econômica. Já a Índia, afetada por cortes massivos de energia elétrica e inundações, levou o país a substituir o petróleo pelo diesel para o funcionamento de geradores independentes.

A subida do preço por barril e a instável situação econômica mundial também preocupam a OPEP sobre a utilização deste carburante em todo mundo em 2013. Assim, para o próximo ano, o relatório faz uma previsão de redução de 20% da demandas.

Recorde de valores

O valor do barril de petróleo em julho registrou uma alta de quase 6% em relação a junho, ao ser vendido a uma média de US$ 99,55, e continuou em alta em agosto. Na última quinta-feira, ele foi cotado a US$ 108,36. A média anual está em US$ 110,03 – maior do que a média anual máxima de 2011, que já havia batido recorde de preço com US$ 107,46.

A reaparição das tensões geopolíticas, relativas às sanções impostas ao Irã devido a seu polêmico programa nuclear, é o principal motivo apresentado pela organização para o aumento do valor do barril.

 

 

 

tags: Petróleo - Produtor de petróleo - Relatório
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