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Artigo publicado em 14 de Agosto de 2012 - Atualizado em 14 de Agosto de 2012

Atentados no Afeganistão matam 46 e ferem centenas de civis

Civis observam os destroços do carro que transportava um governador de distrito e seus três guardas-costas que foram mortos em uma emboscada no nordeste do Afeganistão nesta terça-feira.
Civis observam os destroços do carro que transportava um governador de distrito e seus três guardas-costas que foram mortos em uma emboscada no nordeste do Afeganistão nesta terça-feira.
REUTERS/ Parwiz

RFI

O Afeganistão enfrentou nesta terça-feira um dos dias mais sangrentos no país este ano. Em atentados em três províncias afegãs, 46 pessoas morreram e outras centenas ficaram feridas. A autoria dos incidentes foi atribuída a talibãs que confrontam o governo afegão e a coalizão internacional da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), liderada pelos Estados Unidos, presente no país desde 1996.

Os ataques aconteceram nas províncias de Nimroz (sudoeste), Kunduz (norte) e Badakhshan (nordeste). Nas duas primeiras localidades, os atentados visaram mecados populares, uma estratégia utilizada para atingir o número máximo de vítimas.

Em Nimroz, que é uma província normalmente pacífica, 31 pessoas morreram e uma centena foi ferida. Três kamikazes explodiram uma feira onde civis faziam suas compras para o final do Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos.

Os responsáveis por este massacre fazem parte de um grupo de 11 insurgentes, dos quais cinco foram mortos entre hoje e segunda-feira e outros três foram presos pela manhã.

Na província de Kunduz, uma das mais violentas no norte do país, pelo menos 9 pessoas morreram e outras 36 ficaram feridas, quando uma bomba explodiu em uma moto estacionada perto de um mercado. Outros dois civis foram mortos e 30 ficaram feridos em um ataque ao distrito de Achi.

Um governador de uma região foi assassinado em uma emboscada em Badakhshan, juntamente com seus três guardas-costas e um policial.

Onda crescente de ataques

O secretário americano da Defesa, Leon Panetta, declarou nesta terça-feira que está "muito preocupado" com a onda crescente de ataques aos militares da coalizão internacional no Afeganistão por homens que portam o uniforme do exército ou da polícia do país. Para ele, a estratégia tem por objetivo “criar o caos” e “colocar em jogo” a confiança entre a Otan e as forças afegãs.

Os incidentes são os mais violentos desde dezembro de 2011, quando 84 pessoas morreram na comunidade xiita em Cabul e Mazar-i-Sharif. Também na capital do país, em abril, atentados simultâneos resultaram em 51 vítimas fatais.

Apesar de o número de civis mortos em ataques no Afeganistão ter diminuído neste primeiro semestre em relação a 2011, a Organização das Nações Unidas (ONU) informou, na semana passada, que a população continua sendo a mais prejudicada nos incidentes. Só nos primeiros seis meses de 2012, 1.145 civis foram mortos e 1.954 foram feridos.

 

tags: Afeganistão - Ataques - Atentado - OTAN - Talibãs
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