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Artigo publicado em 23 de Agosto de 2012 - Atualizado em 29 de Setembro de 2014

Anistia Internacional denuncia violência contra civis em Aleppo

Soldado do exército livre sírio ajuda senhora a atravessar a rua durante fuga em Aleppo, nesta imagem do dia 12 de agosto.
Soldado do exército livre sírio ajuda senhora a atravessar a rua durante fuga em Aleppo, nesta imagem do dia 12 de agosto.
REUTERS/Goran Tomasevic

RFI

Em um relatório divulgado nessa quinta-feira, a Anistia Internacional denuncia a violência extrema contra civis em Aleppo, na Síria. A ONG também critica a falta de ação da comunidade internacional sobre a situação síria. A ofensiva das forças do regime contra os rebeldes continua na segunda maior cidade do país, mas também na capital Damasco.

Uma equipe da Anistia Internacional esteve em Aleppo durante dez dias no início de agosto e constatou que em cerca de 30 ataques, mais de 80 civis não envolvidos diretamente no conflito foram mortos. Na maior parte dos casos, segundo a organização, as vítimas foram atingidas quando faziam fila para comprar pão ou estavam em locais supostamente seguros contra os bombardeios. “Os civis são submetidos a um nível terrível de violência”, alerta Donatella Rovera, que participou da missão da Anistia em Aleppo.

O relatório também cita violências de parte dos rebeldes que, assim como o Exército regular, têm multiplicado as execuções sumárias. Segundo a organização, vários “corpos, principalmente de rapazes, algemados e assassinados com um tiro na cabeça, foram encontrados nas redondezas da sede dos serviços de aviação controlados pelas forças do governo”.

A anistia também critica a falta de ação do resto do mundo diante da situação. “É uma vergonha que a comunidade internacional continue dividida sobre a Síria (...) enquanto os civis pagam o preço” do conflito, ressalta o comunicado da ONG.

Novos ataques

Na manhã dessa quinta-feira três bairros de Aleppo foram bombardeados novamente. Em algumas regiões, os disparos foram registrados com intervalos de apenas cinco minutos. A violência também toma conta do bairro de Daraïa, na periferia de Damasco. Os ataques acontecem um dia após a retirada dos rebeldes, forçados a deixar a região pelo exército. Segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, desde que o conflito começou, em março do ano passado, mais de 23 mil pessoas foram mortas.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, conversou na quarta-feira por telefone com o presidente norte-americano Barack Obama sobre o assunto. Segundo um comunicado do governo britânico, os dois líderes insistiram que a simples ameaça de utilização de armas químicas pelo regime sírio seria inaceitável e geraria uma revisão dos esforços diplomáticos atuais.

tags: Conflito armado - Síria - Violência - ONG
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