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Artigo publicado em 24 de Agosto de 2012 - Atualizado em 24 de Agosto de 2012

Militantes do Greenpeace escalam plataforma da Gazprom no Ártico

Kumi Naidoo, diretor internacional do Greenpeace.
Kumi Naidoo, diretor internacional do Greenpeace.
Foto: Reuters

RFI

Seis militantes do Greenpeace escalaram a plataforma da Gazprom nesta sexta-feira para protestar contra os projetos de exploração petrolífera na região de Prirazlomnoye, no Ártico, anunciou a organização ecológica.

Os militantes, entre eles Kumi Naidoo, diretor internacional do Greenpeace, chegaram à plataforma do Ártico, com a ajuda de botes gonfláveis, por volta das 4h da manhã desta sexta-feira. De acordo com um comunicado da organização, eles estão preparados para passar vários dias no local. Em represália, as autoridades russas teriam jogado jatos de água gelada nos militantes.

“A única maneira de evitar uma maré negra catastrófica é proibir definitivamente qualquer tipo de exploração a partir de agora", declarou Kumi Naidoo. Em um comunicado, a Gazprom explicou que o trabalho continuaria normalmente no local, e que os militantes tinham se recusado a descer para ter um diálogo ‘’construtivo.’’ De acordo com o Instituto de Geologia Americano, cerca de13% do petróleo e do gás natural que ainda não foram descobertos estariam em campos do Ártico.

O Greeenpeace denuncia a exploração no oceano e lançou em junho uma nova campanha de proteção da fauna e flora da região, onde a exploração petrolífera e a pesca industrial ainda são inexistentes. Em julho, militantes da organização bloquearam o acesso ao prédio do grupo Shell em La Haye para denunciar o projeto. Para a Rússia, trata-se de uma prioridade estratégica. As reservas também suscistam o interesse de outros países da costa do oceano Ártico, como o Canadá, a Noruega, a Dinamarca e os Estados Unidos.

Segundo o Greenpeace, a Gazprom se tornará no próximo ano “a primeira companhia a dar início à produção comercial de petróleo offshore no Ártico.” A ONG denuncia um projeto perigoso, justificando que a única maneira de evitar uma catástrofe na região ‘’é proibir qualquer tipo de exploração.’’

O primeiro projeto de foragem sofreu atrasos por conta de dificuldades na construção e restrições no orçamento, que ultrapassaram os recursos alocados. Segundo a Gazprom, o calendário será respeitado e a produção começará no fim do ano. As reservas no campo são estimados em 526 milhões de barris de petróleo bruto.

A Gazprom trabalha como grupo francês Total e o norueguês Statoil na exploração do campo de gás de Chtokman, no mar de Barents. Situado a 500 quilêmetros da costa russa, ele está avaliado em 4 bilhões de metros cúbicos.

 

tags: Greenpeace - Oceano - Petróleo - Rússia
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