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Artigo publicado em 29 de Agosto de 2012 - Atualizado em 30 de Agosto de 2012

Degelo do Ártico será recorde neste ano

Urso polar em seu habitat natural, no Ártico, em imagem de 2009.
Urso polar em seu habitat natural, no Ártico, em imagem de 2009.
Flickr/ Scheherazade Al Arab

RFI

Na véspera da abertura de uma reunião internacional sobre o clima em Bangkok, cientistas e ONGs pediram medidas urgentes para limitar as emissões de gases de efeito estufa, após o anúncio de que um degelo recorde do Ártico deve acontecer neste ano.

A calota polar do Ártico encolheu ainda mais, ultrapassando o recorde estabelecido há apenas cinco anos, e deve continuar diminuindo ao longo de mais algumas semanas, de acordo com dados dos Estados Unidos divulgados nesta segunda-feira. O gelo caiu para 4,10 milhões de quilômetros quadrados, o número mais baixo desde que os satélites começaram a medir o gelo em 1979, segundo o Centro Nacional de Dados da Neve e do Gelo dos Estados Unidos. Ontem, o Centro Russo de Pesquisas Científicas no Ártico e na Antártica confirmou a informação.

"É um pouco surpreendente ver a extensão de gelo marinho do Ártico de 2012 cair em agosto para baixo do recorde de baixa de 2007 em setembro", disse Walt Meier, cientista americano responsável pelo estudo. "É provável que ultrapassemos bastante o recorde de declínio neste ano no momento em que tudo for dito e feito".

Para o climatologista Jean Jouzel, vice-presidente do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima (Giec), o fenômeno é “uma indicação muito visível, palpável, do aquecimento global”. Jouzel afirma que este ano houve um “aquecimento excepcional” do Ártico, com o degelo de quase toda a superfície da Groelândia.

“Há várias regiões do mundo onde o aquecimento global parece estar mais acelerado, com efeitos ainda piores dos que se imaginava”, comentou Michael Mann, autor de um relatório da ONU sobre o assunto, que será apresentado no evento das Nações Unidas na Tailândia.

Espera-se que o gelo diminua até o final de setembro, quando o derretimento do verão geralmente acaba, segundo o centro. O encolhimento do gelo do Ártico alarma os cientistas e ambientalistas porque o Ártico age como o ar-condicionado do mundo, ajudando a moderar o clima do planeta.
 

tags: Aquecimento global - Clima - Gelo - Meio Ambiente - Mudanças Climáticas - ONU
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