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Artigo publicado em 01 de Setembro de 2012 - Atualizado em 01 de Setembro de 2012

Programa nuclear freia esforço do Irã contra seu isolamento internacional

Encerramento da cúpula dos países Não Alinhados, em Teerã.
Encerramento da cúpula dos países Não Alinhados, em Teerã.
Reuters/Ra'ouf Mohseni/Mehr News Agency

RFI

O Irã marcou um ponto contra os ocidentais que tentam isolar o país internacionalmente ao receber esta semana representantes de 120 países na cúpula dos países Não Alinhados. Mas analistas estimam que esse esforço para melhorar a imagem do país foi freado pela persistência de Teerã em manter o controvertido programa nuclear iraniano.

A cúpula dos países Não Alinhados foi encerrada na sexta-feira, em Teerã. Mesmo se somente 29 chefes de Estado e de governo, além do secretário-geral da ONU, participaram do encontro, dirigentes e a mídia iraniana consideraram o evento como "o maior sucesso da história do Irã". Um especialista do Instituto Internacional estudos estratégicos de Londres acredita que a cúpula mostrou que "o Irã ainda tem amigos e aliados".

No entanto, o relatório da Agência Internacional de Energia Nuclear (AIEA), publicado durante a cúpula, veio atrapalhar os planos iranianos de recuperar sua influência internacional. O documento confirma que Teerã continua a desenvolver seu controvertido programa nuclear, que é a causa da crise entre o Irã e parte da comunidade internacional. O país continua a enriquecer urânio, contrariando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU, e impedindo a AIEA de inspecionar suas instalações.

Na abertura da cúpula, no início da semana, as autoridades iranianas afirmaram que seu programa nuclear pacífico era vítima de uma conspiração das potências ocidentais. "Este discurso foi por água abaixo com a publicação do relatório da agência da ONU", afirma Mark Hibbs, especialista em questões nucleares do Carnegie Endowment.

O Irã, que assume a presidência do movimento dos países Não Alinhados, "terá dificuldades em transformar o grupo em um instrumento de sua diplomacia anti-ocidental, acredita Alireza Nader, da Rand Corporation. Teerã tem interesses contraditórios com os outros países do bloco como ficou provado durante a própria cúpula. O presidente egípcio Mohamed Mursi, cuja presença histórica em Teerã foi anunciada como um trunfo pela República islâmica, denunciou em seu discurso o regime tirânico de Bashar al-Assad, aliado do Irã. A crise síria, aliás, dominou essa cúpula dos países Não Alinhados.
 

tags: AIEA - Mahmoud Ahmadinejad - Mohammed Mursi - Nuclear - República Islâmica do Irã
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