Iraque/Violência - 
Artigo publicado em 09 de Setembro de 2012 - Atualizado em 09 de Setembro de 2012

Atentados matam 88 no Iraque; vice-presidente é condenado à morte

Policiais iraquianos observam estragos causados por explosão em Kirkuk, 250 km ao norte de Bagdá.
Policiais iraquianos observam estragos causados por explosão em Kirkuk, 250 km ao norte de Bagdá.
REUTERS/Ako Rasheed

RFI

Pelo menos 88 pessoas morreram neste domingo e pelo menos 250 ficaram feridas em uma série de atentados a bomba no Iraque. O consulado da França em Nassiriah foi alvo de um dos ataques. A onda de violência coincide com a condenação à morte, divulgada hoje pela justiça, do vice-presidente Tarek al-Hachémi, um dos principais dirigentes sunitas do país.

O atentado mais sangrento aconteceu em Amara, na região sudeste, numa zona próxima da fronteira iraniana. Nessa localidade de peregrinação xiita, a explosão de dois carros-bomba causou a morte de 16 pessoas. O hospital da cidade está lotado de pessoas feridas, a ponto de as mesquitas da cidade lançarem apelos para a doação de sangue pelos auto-falantes.

O ataque ao consulado francês de Nassiriah tirou a vida de um policial que fazia a segurança da missão diplomática e feriu outras quatro pessoas. O cônsul honorário, de nacionalidade iraquiana, não estava no local, conforme informou um diplomata francês. 

Perto de Doudjail, 50 km ao norte de Bagdá, o atentado suicida com carro-bomba contra uma base militar provocou a morte de 34 pessoas, segundo as informações mais recentes divulgadas pelas autoridades iraquianas. Em Kirkuk, 250 km ao norte da capital, a explosão de outro carro-bomba perto de um centro de recrutamento de agentes de segurança da companhia petrolífera Northern Oil matou 7 pessoas e deixou 153 feridos.

Outros atentados atingiram as cidades de Samarra, Basra, Touz e Khourmato. Até o momento, nenhum grupo reivindicou os ataques.

O Iraque foi palco nos últimos meses de uma alta da violência com frequentes ataques dirigidos contra as forças de segurança, desde a retirada das tropas americanas em dezembro do ano passado. As autoridades iraquianas enfrentam islamitas ligados à Al Qaeda e rebeldes sunitas.

Vice-presidente iraquiano é condenado à morte

Neste domingo, a justiça iraquiana condenou à morte por enforcamento o vice-presidente sunita, Tarek al-Hachémi, e seu secretário particular, que também é seu genro. Ambos foram julgados à revelia por crimes de terrorismo. Hachémi respondia a 150 acusações e foi considerado culpado pelos assassinatos de uma advogada e do general Talib Belassim.

O julgamento aconteceu à revelia dos réus. O vice-presidente iraquiano e seu genro estão refugiado desde abril na Turquia e não pretendem voltar ao Iraque. O governo turco já informou que não vai extraditá-los. Os réus têm 30 dias para recorrer contra a sentença.

Há meses o vice-presidente iraquiano se diz vítima de um processo político, que opõe seu bloco Iraqiya, grupo político dominado pelos sunitas, ao primeiro-ministro xiita Nouri al-Maliki, acusado por Hachémi de autoritarismo. Hachémi sempre negou as acusações e insistiu que os testemunhos de seus seguranças sobre seu envolvimento nos crimes foram obtidos à força pelas autoridades de Bagdá. Seu julgamento começou no dia 3 de maio. Cinco dias depois, a Interpol pediu sua detenção e extradição aos 190 países-membros da organização.

tags: Al Qaeda - Atentado - Bomba - França - Iraque - Morte - Vice-Presidente
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