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Artigo publicado em 14 de Setembro de 2012 - Atualizado em 14 de Setembro de 2012

EUA enfrentam mais protestos em dia sagrado para muçulmanos

Fiéis do islamismo queimam bandeiras dos Estados Unidos e Israel durante protestos em Bangladesh, em 14 de setembro de 2012.
Fiéis do islamismo queimam bandeiras dos Estados Unidos e Israel durante protestos em Bangladesh, em 14 de setembro de 2012.
REUTERS/Andrew Biraj

Sexta-feira é o tradicional dia de orações nos países muçulmanos, e os Estados Unidos continuam enfrentando protestos pela difusão do polêmico filme do cineasta israelo-americano que ridicularizou o profeta Maomé. Até a noite dessa quinta-feira, a onda de manifestações anti-americanas causou a morte de quatro pessoas no Iêmen, deixou 200 feridos no Egito e levou milhares de fiéis do Islã às ruas na Jordânia, Iraque, Irã e territórios palestinos.

O quarto dia de manifestações diante da embaixada americana no Cairo causa preocupação. O Partido Justiça e Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana, convocou protestos em massa por todo o país, mas perdeu o controle sobre os manifestantes.

Na Jordânia, as autoridades temem ações dos salafistas, corrente radical do islamismo, enquanto no Irã, o líder supremo aiatolá Ali Khamenei classificou o filme como "blasfêmia" e culpou os Estados Unidos e Israel pela ofensa aos muçulmanos.

Investigações

Paralelamente, as autoridades líbias anunciaram avanços nas investigações sobre o ataque contra o consulado americano de Benghazi, que matou na terça-feira o embaixador Chris Stevens, dois ex-soldados de uma unidade de elite do exército americano e um funcionário do Departamento de Estado.

Em sua primeira entrevista como novo primeiro-ministro da Líbia, Mustapha Abou Chagour confirmou que os investigadores dispõem de fotos e nomes dos responsáveis pelo ataque em Benghazi, mas não deu mais detalhes porque a operação está em andamento.

Autoridades haviam informado antes a prisão de 4 pessoas envolvidas na ação, realizada em duas fases. Depois de um ataque por lança-foguetes, homens armados invadiram o prédio da representação diplomática dos Estados Unidos. Uma unidade de reforço do exército americano vinda de Trípoli também foi vítima de uma emboscada.

O premiê Abou Chagour qualificou o ataque ao consulado de "covarde, criminoso e terrorista". Segundo o premiê, trata-se de um ato isolado que não terá repercussões nas relações da Líbia com Estados Unidos e com os europeus.

Um porta-voz do ministério líbio do Interior adiantou, no entanto, que a investigação será "complicada" porque a multidão que protestava não era “homogênea”, com presença até de crianças e mulheres. Uma comissão independente foi criada no país com especialistas dos ministérios da Justiça e do Interior e será dirigida por um juiz.

O FBI, a polícia federal americana, também abriu um inquérito para investigar o ataque ao consulado, segundo o ministério da Justiça dos Estados Unidos. Para um responsável americano, o filme, "A inocência dos muçulmanos", foi apenas o pretexto para uma operação planejada por grupos extremistas que usaram armas de fogo e até lança-foguetes. O chanceler francês, Laurent Fabius, também acredita que o ataque tenha o envolvimento de grupos terroristas, mas só os resultados das investigações poderão confirmar as suspeitas.

Tráfego aéreo

Sem qualquer anúncio preventivo, o tráfico aéreo foi suspenso na noite de quinta para sexta-feira por razões de segurança, de acordo com uma fonte do aeroporto pediu anonimato. A suspeita da presença de mísseis terra-ar portáteis teriam motivado a decisão mas não há informações precisas sobre essas ameaças.

Durante o conflito líbio os ocidentais registraram o desaparecimento de milhares de mísseis portáteis. Aviões teleguiados teriam sobrevoado Benghazi durante a noite, segundo moradores.

 

 

tags: Egito - Estados Unidos - Islã - Islamismo - Líbia - Protestos - Violência
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