Islã / Protestos - 
Artigo publicado em 16 de Setembro de 2012 - Atualizado em 16 de Setembro de 2012

Protestos contra filme anti-Islã chegam ao Ocidente

Policiais franceses prendem manifestantes que protestavam contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos" perto da embaixada dos Estados Unidos em Paris.
Policiais franceses prendem manifestantes que protestavam contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos" perto da embaixada dos Estados Unidos em Paris.
Reuters

RFI

A rede terrorista Al Qaeda pediu neste sábado que os muçulmanos continuem a atacar os interesses americanos para protestar contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos, que descreve o Islã como um "câncer". Depois de quatro dias de protestos que deixaram onze mortos, a tensão parece ter diminuído no mundo árabe neste sábado, mas Paris foi palco do primeiro protesto contra o filme em uma capital ocidental.

O braço da rede terrorista Al Qaeda no Iêmen lançou hoje um apelo aos muçulmanos para que continuem a realizar manifestações e a matar diplomatas americanos nos países do mundo arabe como represália ao filme amador anti-Islã difundido via Internet.

A organização também declarou que os muçulmanos que vivem no Ocidente têm o dever de participar de ataques contra os principais alvos.

Al Qaeda na Península Arábica afirmou ainda que o ataque de terça-feira contra o consulado americano na Líbia foi motivado não somente por esse filme realizado nos Estados Unidos, mas também pela morte do número 2 da rede terrorista, Abou Yahya al-Libi, morto em junho em um ataque americano no Paquistão.

Os islamitas somalis e os talibãs paquistaneses também incentivaram ataques contra os interesses americanos.

Ocidente

150 pessoas foram detidas pela polícia para averiguações durante uma manifestação não autorizada neste sábado perto da embaixada dos Estados Unidos em Paris. Os participantes protestavam contra o filme  "A Inocência dos muçulmanos". A manifestação reuniu mais de 200 pessoas e teve alguns episódios de violência. Quatro policiais ficaram levemente feridos.

Am Anvers, na Bélgica, cerca de 120 pessoas foram detidas para averiguações após um protesto contra o filme que se tranformou em confronto com as forças de segurança. Os manifestantes, reunidos em um bairro com forte presença muçulmana, entoaram slogans contra os Estados Unidos e louvando o profeta Maomé. Uma bandeira americana foi queimada.

Segundo a edição deste domingo do semanal alemão Der Spiegel, um pequeno grupo de extrema direita alemão pretende projetar a versão integral do filme em Berlim. O ministro do Interior alemão criticou o projeto e se comprometeu a fazer o possível para proibi-lo.

Proteção

Diante dos atentados contra suas representações diplomáticas, os Estados Unidos enviaram 100 fuzileiros navais à Líbia e 50 ao Iêmen. Já o Sudão recusou um pedido dos Estados Unidos de enviar "forças especiais" para proteger sua embaixada em Cartum, um dia depois de violentas manifestações contra o filme que deixaram dois mortos. O governo sudanês se justificou dizendo ser capaz de garantir a segurança de seus hóspedes nas representações diplomáticas.

Filme amador produzido com um pequeno orçamento, "A Inocência dos Muçulmanos" apresenta os muçulmanos e o profeta Maomé como imorais. A produção provocou uma violenta manifestação contra a embaixada dos Estados Unidos no Cairo e um protesto diante do consulado em Benghazi, no leste da Líbia, durante o qual homens armados atacaram o prédio e mataram quatro americanos, incluindo o embaixador.

Várias manifestações contra o filme foram realizadas quinta e sexta-feira no Iêmen, Iraque, Irã, Egito, Síria, Marrocos, Argélia e na Faixa de Gaza, assim como em vários países muçulmanos da Ásia.
Neste sábado, centenas de pessoas fizeram uma passeata na Indonésia, país muçulmano mais populoso do mundo, e na Austrália. Centenas de árabes israelenses manifestaram no norte de Israel, enquanto 150 palestinos protestaram em Jerusalém Leste.

O ministério do Interior da Tunísia anunciou neste sábado a prisão de 75 pessoas, como resultado da investigação sobre o ataque de sexta-feira à embaixada americana. Durante os confrontos entre a polícia e os manifestantes, quatro pessoas morreram e 49 ficaram feridas.

 

 

 

 

tags: Al Qaeda - Bélgica - Comunidade Muçulmana - Estados Unidos - Iêmen - Líbia - Paris - Protestos - Sudão - Tunísia
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