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Trégua fracassa e combates na Síria deixam 220 mortos em 48 horas
A trégua anunciada na Síria para a Festa do Sacrifício, um das mais importantes celebrações do calendário religioso muçulmano, foi definitivamente enterrada neste sábado. Violentos combates entre os fiéis ao regime sírio e os opositores do presidente Bashar Al-Assad deixaram cerca de 220 mortos nas últimas 48 horas no país.
O cessar-fogo temporário, previsto para ter entrado em vigor na sexta-feira por iniciativa do mediador da ONU e da Liga Árabe, Lakhdar Brahimi, fracassou assim como a trégua defendida pelo seu antecessor no cargo, Kofi Annan, que vigorou apenas por algumas horas no mês de abril.
Os opositores e o exército haviam se comprometido a interromper os combates durante os 4 dias da Festa do Sacrifício, mas tinham avisado que responderiam caso fossem atacados. As duas partes se acusam mutuamente de terem violado o acordo.
Sem a presença de uma missão de observadores e diante da dificuldade da imprensa de cobrir o conflito, não é possível afirmar com segurança quem violou a trégua.
Desde a entrada oficial do cessar-fogo, a violência teria feito pelo menos 146 mortos na sexta-feira, sendo 48 civis, e 75 no sábado, de acordo com o Observatório Sírio de Defesa dos Direitos Humanos.
As Forças governamentais e os opositores ao regime travam combates violentos em diversas regiões do país desde o início da revolta popular, em março de 2011.
“Pelo segundo dia, os grupos terroristas continuam violando de maneira flagrante o cessar fogo anunciado e respeitado pelo comando do exército”, declarou o comando militar em um comunicado neste sábado, reforçando as acusações feitas no dia anterior.
“O exército continuará a perseguir os grupos terroristas responsáveis pelas violações e de combater com firmeza os atos criminosos”, prossegue o comunicado.
Por outro lado, os opositores qualificar a trégua de "fracasso" e de “farsa”. "Como um regime criminoso poderia respeitar uma trégua ? É um fracasso de Brahimi, essa iniciativa já nasceu morta", afirmou o coronel Abdel Jabbar al-Oqaidi, chefe do conselho militar rebede de Alepo, no norte do país.
“Não somos nós que atacamos”, garantiu. “Não podemos mais falar em trégua”, declarou Rami Abdel Rahmane, diretor do Observatório sírio.
Os sinais de que nem o regime nem os opositores de Al-Assad estão dispostos a respeitar o cessar-fogo foram os combates violentos registrados em Aleppo, segunda maior cidade do país, mas também em Maaret al-Noomane, no noroeste, e Deir Ezzor, no leste, onde um atentado com carro bomba deixou 8 mortos.
A aviação síria lançou ataques nas províncias de Damasco e Idleb, no noroeste, onde estão entrincheirados centenas de opositores. Em um dos ataques 8 pessoas morreram, afirmaram os rebeldes.

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