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Hong Kong/ protestos

Criadores de protesto em Hong Kong pedem fim do movimento

Os três fundadores do movimento pela democracia em Hong Kong anunciaram, nesta terça-feira (2), que se renderiam à polícia. Eles pediram para os manifestantes voltarem para casa e deixarem os locais que têm ocupado nos últimos dois meses. Mas os líderes estudantis, que tomaram conta dos protestos, iniciaram uma greve de fome para tentar pressionar as autoridades a ceder.

Líder dos protestos pró-democracia em Hong Kong, Joshua Wong.
Líder dos protestos pró-democracia em Hong Kong, Joshua Wong. REUTERS/Bobby Yip
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Benny Tai, um criadores do Occupy Central, pediu para os manifestantes “se enraizarem profundamente na comunidade para transformar” o movimento. O anúncio aconteceu um dia depois de violentos confrontos entre a polícia e os participantes da “revolução de guarda-chuvas”, como foi apelidada a manifestação, iniciada em 28 de setembro.

Antes de se entregar à polícia, Benny Tai declarou que essa "rendição não era um sinal de covardia, mas sim uma denúncia silenciosa de um governo que não tem coração". Ele insistiu que a polícia "está fora de controle" e que o protesto, apesar de pacífico, se tornou perigoso.

Divisão entre participantes

O Occupy Central,um movimento de desobediência civil criado por Tai, Chan Kin-man e Chu Yiu-ming no início de 2013, pede reformas políticas na região. Mas aos poucos, associações de estudantes mais radicais passaram a protagonizar os protestos.

Os três idealizadores da manifestação explicaram que vão se render para mostrar comprometimento com o Estado de direito e “o princípio de paz e amor”. Mas eles deixaram claro que “respeitam a determinação dos estudantes e cidadãos para conseguir mais democracia”.

Os manifestantes exigem eleições livres para o chefe do executivo local em 2017, sem a interferência de Pequim, que pretende pré-selecionar os candidatos. Depois de ser governada pelos britânicos, Hong Kong voltou para as mãos dos chineses em 1997 e funciona sob o “modelo de um país, dois sistemas”.

Passados mais de dois meses do início dos protestos, os manifestantes não conseguiram nenhum resultado concreto. As autoridades chinesas consideram o movimento ilegal, nesta que é a maior crise política no território em 17 anos.

Diante do impasse, Joshua Wong, que se transformou no ícone dos protestos, e outros dois estudantes iniciaram uma greve de fome nesta segunda-feira.
 

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