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Artigo publicado em 22 de Agosto de 2011 - Atualizado em 22 de Agosto de 2011

Biden encerra visita à China afirmando que EUA não dará calote

O vice-presidente americano Joe Biden com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.
O vice-presidente americano Joe Biden com o primeiro-ministro chinês Wen Jiabao.
REUTERS/Andy Wong/Pool

RFI

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, encerrou neste sábado, em Sichuan, os compromissos oficiais da visita de seis dias à China. A província foi atingida por um terremoto em 2008 que deixou mais de 87 mil mortos e desaparecidos. Ele foi acompanhado pelo vice-presidente chinês, Xi Jinping, apontado como o próximo presidente da China.

O objetivo da missão foi justamente se aproximar das lideranças chinesas. Biden também teve encontros com o presidente, Hu Jintao, e com o primeiro-ministro, Wen Jiabao.

O vice-presidente americano aproveitou o pronunciamento feito para 250 alunos da Universidade de Sichuan em Shengdu (sudoeste) para tranquilizar Pequim, declarando que os Estados Unidos "nunca estiveram em moratórica e jamais estarão".

A economia norte-americana foi o principal tema da visita do vice-presidente. A China é a maior credora dos Estados Unidos. Possui um trilhão cento e setenta bilhões de dólares em títulos da dívida pública americana. O montante equivale a um terço das reservas internacionais da China.

Na sexta-feira, os líderes chineses expressaram confiança nos fundamentos da economia norte-americana, e ambos os países se comprometeram a reforçar as relações bilaterais.

Biden disse que os Estados Unidos estão abertos a mais investimentos diretos dos chineses. Em encontro com empresários, o vice-presidente disse que o objetivo é garantir também mais empregos nos Estados Unidos. Os chineses querem mais abertura da maior economia mundial, especialmente no que ser refere à transferência de tecnologia, para melhorar o valor agregado de sua indústria.

Neste domingo Biden viaja à Mongólia e depois passa dois dias no Japão, onde termina a viagem à Ásia.
 

Janaína Silveira, correspondente da Rádio França Internacional em Pequim.

tags: China - Déficit - Estados Unidos - EUA - Visita oficial
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