A Síria foi atingida neste domingo por um novo atentado com um carro-bomba. Esse é o terceiro do mesmo estilo em dois dias e atingiu, desta vez, a cidade de Alepo, a segunda mais importante do país. Foram confirmados 3 mortos e 25 feridos, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
Dois atentados contra prédios dos serviços de segurança neste sábado mataram pelo menos 27 pessoas, em sua maioria civis, em Damasco. Quase cem ficaram feridas. O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde da Síria, Wael al-Halaqi. De acordo com a imprensa oficial, carros-bomba foram usados nos ataques.
Neste fim de semana, as Nações Unidas participam de uma missão de avaliação da situação humanitária na Síria, em conjunto com a Organização de Cooperação Islâmica. É a primeira vez que o regime de Damasco autoriza os peritos da ONU a realizar esse tipo de visita, que vai se concentrar nas cidades do país que foram palco dos piores confrontos desde o início da revolução.
A rebelião popular contra o governo do presidente Bachar al-Assad na Síria completa nesta quinta-feira um ano e a violência parece ainda longe de chegar ao fim. O regime se aproveitou do fraco armamento dos rebeldes, da fragmentação da oposição, com a demissão de três personalidades, e sobretudo das divisões da comunidade internacional para restabelecer sua autoridade.
Desde segunda-feira os moradores de diversos vilarejos e também das duas principais províncias de Idlib, próxima a fronteira com a Turquia, estão sitiados pelo exército sírio. Check-points nas principais estradas, militares lançando morteiros do alto de colinas e tanques circulando pelas ruas passaram a fazer parte do cotidiano dos habitantes. O exército livre sírio vinha conseguindo afastar as investidas do regime na região desde dezembro. Mas, agora, está recuado. Prisões arbritrárias de mulheres e crianças e corte da eletriciadde fazem a região temer uma crise humanitária, como nos relata o correspondente da RFI Germano Assad que está na fronteira da Síria com a Turquia.
O presidente Bashar al-Assad recebeu na manhã deste sábado, 10, o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, Kofi Annan, encarregado de negociar um cessar-fogo na Síria. O encontro acontece um dia após uma nova ofensiva violenta do regime contra a cidade de Idleb, no noroeste do país.
O emissário da ONU para a Síria, Kofi Annan, disse nesta quinta-feira que vai propor para o regime sírio uma solução pacífica para colocar um fim no conflito. A declaração foi feita depois de um encontro com o secretário-geral da Liga Árabe, Nabil Elarabi, no Cairo, onde ele prepara sua missão à Síria, neste sábado.
O vice-ministro sírio do Petróleo, Abdo Hussamedine, anunciou na noite de ontem sua demissão e disse que vai se juntar à oposição que pede a saída do presidente Bashar al-Assad. Hussamedine é o mais alto dirigente sírio a dar as costas ao ditador, desde o início da violenta repressão dos protestos contra o regime, há um ano. Ele anunciou sua decisão em um vídeo postado no YouTube.
Valérie Amos, chefe das atividades humanitárias das Nações Unidas, entrou nessa quarta-feira no bairro de Baba Amr, em Homs, na Síria, acompanhada da ONG Crescente Vermelho. Essa é a primeira vez que organizações internacionais visitam a região, tomada pelas forças armadas após ter sido bombardeada durante semanas pelo regime sírio. Segundo a emissária, as ruas estavam "completamente devastadas".