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Egito
Libertação de Moubarak tem simbolismo muito forte para egípcios
23/08/2013 - Linha Direta

Libertação de Moubarak tem simbolismo muito forte para egípcios

O Egito deve ter mais um dia de protestos, convocados pela Irmandade Muçulmana, em resposta à morte de centenas de manifestantes na semana passada em confrontos com as forças de segurança. Enquanto o país atravessa um dos momentos mais turbulentos de sua história recente, a Justiça libertou o ex-presidente Hosni Mubarak, deposto durante a revolução de 2011. Apesar de a reação ter sido tímida, a libertação é cheia de simbolismo.

Hugo Bachega, correspondente da RFI no Cairo, explica que a reação dos egípcios nas ruas à soltura de Mubarak tem sido tímida, quase inexistente, e analisa que a soltura do ex-presidente tem um simbolismo muito forte, especialmente no conturbado momento que o país atravessa: militares voltaram a ditar as regras após o Exército ter derrubado o primeiro presidente democraticamente eleito, que é mantido preso. O próprio Mubarak era um comandante militar.

Hugo também foi às ruas conversar com alguns egípcios na emblemática praça Tahrir, que foi o epicentro dos protestos que derrubaram Mubarak em 2011; ele sentiu que existe uma frustração com a libertação de Moubarak: " Um jovem me disse que se sentia traído, outro falou que era o fim de qualquer senso de justiça no país. Há um sentimento de que o Egito não conseguiu avançar desde a revolução, o país atravessa uma forte crise política e social, que tem afetado diretamente a economia, que está praticamente paralisada".

Clique acima para ouvir o programa completo.

Hosni Mubarak, presidente deposto do Egito, acena para seus apoiadores da sala do tribunal no Cairo, em foto do dia 13 de abril de 2013.
22/08/2013 - Egito/Hosni Mubarak

Hosni Mubarak é libertado da prisão e segue para hospital

Hosni Mubarak deixou a prisão de Tora, no sul do Cairo, em um helicóptero nesta quinta-feira.

Fotógrafo brasileiro conta como escapou da morte no Egito
22/08/2013 - Fato em Foco

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A crise política no Egito, que deixou centenas de mortos e feridos, também atinge os jornalistas que arriscam a vida na cobertura do conflito. A situação hoje está mais calma do que na semana passada, quando pelo menos 500 pessoas morreram durante uma ação policial para retirar os manifestantes de duas praças no Cairo, mas o risco continua latente.

A chefe da diplomacia europeia Catherine Ashton, no centro da foto, recebeu os ministros europeus da Relações Exteriores em uma reunião de emergência sobre a crise no Egito.
21/08/2013 - Egito/UE

União Europeia suspende exportação de armas para Egito

Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia decidiram suspender as licenças de exportação de armas para o Egito.

Housni Mubarak poderá ser liberado nas próximas 24 horas. Nesta foto do dia 15 de abril de 2013, ele se encontra numa delegacia de polícia no Cairo.
21/08/2013 - Egito/Hosni Mubarak

Justiça egípcia ordena libertação de ex-ditador Hosni Mubarak

A Justiça egípcia ordenou na tarde desta quarta-feira a libertação do antigo ditador egípcio Hosni Mubarak, preso desde que foi retirado do poder pela via revolucionária, no início de 2011. O Ministério Público egípcio já havia abandonado as acusações de corrupção contra o ex-chefe de Estado, que o mantinham preso.

Crise egípcia redefine diplomacia no Oriente Médio
21/08/2013 - Fato em Foco

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Conforme o Egito caminha perigosamente para guerra civil, as relações diplomáticas se redesenham na região.

Jornalistas ocidentais enfrentam riscos no Egito
21/08/2013 - Linha Direta

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A violência no Egito deu uma trégua nos últimos dias, após uma semana violenta na qual cerca de 850 pessoas morreram, em confrontos iniciados com a ação das forças de segurança contra milhares de manifestantes do presidente deposto, Mohamed Mursi.

Hugo Bachega, correspondente da RFI no Cairo, explica que o cenário ainda é incerto no país, com a possibilidade de mais violência diante da ofensiva do governo interino, apoiado pelos militares, contra lideranças da Irmandade Muçulmana e a possibilidade do ex-presidente Hosni Mubarak ser libertado da prisão.

Hugo também observa que está havendo uma rejeição do governo contra a imprensa estrangeira; ofensivas e críticas se intensificaram nos últimos dias. Diversas autoridades vieram a público para criticar a mídia internacional, acusando-a de tomar partido a favor dos islamitas e não entender a real situação do país. Vários jornalistas relataram dificuldade de credenciamento, além de equipamentos de trabalho e de segurança estarem sendo barrados na entrada ao Egito.  Por outro lado, os partidários de Mursi alegam que jornalistas tomaram a versão do governo, ao não reportar da maneira que eles acham adequada a repressão e as mortes causadas pelo que chamam de governo militar.
No meio de tudo isso estão os repórteres, que cada vez mais sofrem assédios de civis enfurecidos nas ruas, são agredidos e detidos, numa situação delicada para a imprensa trabalhar.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, em coletiva de imprensa, no dia 9 de agosto
20/08/2013 - EUA/Ajuda ao Egito

Europeus e americanos estudam revisão de ajuda financeira ao Egito

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, discute nessa terça-feira, 20 de agosto, com sua equipe de Segurança Nacional a ajuda financeira ao Egito, anunciou Josh Earnest, ...

Mohamed Badie, líder da Irmandade Muçulmana, após sua prisão no Cairo, Egito, nesta terça-feira, 20 de agosto de 2013.
20/08/2013 - Egito/crise

Militares no Egito anunciam prisão de Mohamed Badie, líder da Irmandade Muçulmana

O líder espiritual da Irmandade Muçulmana, Mohamed Badie, foi preso nesta madrugada, em mais um sinal do cerco das autoridades egípcias aos islamitas do grupo. A possibilidade da liberação do ex-presidente Hosni Mubarak pode gerar pode gerar ainda mais violência no país, mergulhado em uma grave crise política.

Divisão das sociedades árabes dificulta a democracia
20/08/2013 - O Mundo Agora

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Revoluções não se fazem do dia para a noite.

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