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Artigo publicado em 14 de Setembro de 2012 - Atualizado em 15 de Setembro de 2012

EUA homenageiam embaixador e oficiais mortos na Líbia

Corpos de embaixador e oficiais americanos chegam à base perto de Washington para homenagem em presença do presidente Barack Obama e parentes das vítimas
Corpos de embaixador e oficiais americanos chegam à base perto de Washington para homenagem em presença do presidente Barack Obama e parentes das vítimas
REUTERS/Jason Reed

RFI

Os corpos do embaixador americano Christopher Stevens e dos três oficiais mortos no ataque ao consulado de Benghazi na Líbia, desembarcaram na base aérea de Andrews, no estado de Maryland, perto da capital do país, Washington. Autoridades americanas anunciaram a prisão de quatro pessoas na Líbia.
 

Em um breve discurso, ao lado do caixão dos quatro americanos mortos na Líbia, o presidente Barack Obama prometeu reforçar a segurança das representações americanas e dos seus cidadãos em todo o mundo. "Nós continuaremos a fazer o que for possível para proteger os americanos que trabalham no exterior. Isso significa que reforçaremos a segurança dos prédios diplomáticos, trabalharemos com os países que acolhem as nossas embaixadas e lembro que a justiça será feita contra aqueles que atacam os americanos", declarou o presidente americano, acompanhado da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

Antes da cerimônia na base aérea de Andrews, Obama se encontrou com as famílias das vítimas e prometeu que tudo será feito para identificar e punir os culpados do ataque. Após a homenagem, os corpos foram transferidos para a base aérea de Dove, no estado do Delaware, onde os oficiais serão enterrados.

"Sem dúvida, os últimos dias tem sido difíceis. Mas nós faremos justiça", concluiu Obama. Hillary Clinton pediu mais integração dos países para evitarem novos conflitos. "Líbia, Egito e Tunísia : os líderes desses paíes devem fazer tudo para restaurar a segurança em benefício dos seus cidadãos e de todos os estrangeiros que trabalham nesses países", disse a secretária de Estado. 

O secretário de Defesa, Leon Panetta,  também presente na cerimônia, afirmou que quatro pessoas foram presas na Líbia, desde o início das investigações sobre o ataque em Benghazi. Entretanto, o secretário preferiu não fazer ligação entre os presos e a autoria do incidente. As autoridades americanas acreditam que o ataque foi planejado deliberadamente, com a intenção de enfraquecer as relações entre americanos e líbios. O grupo terrorista Al Qaeda seria um dos principais suspeitos do ataque. O Departamento de Estado americano alega que a presença de armas de pequeno e médio porte nos arredores do consulado de Benghazi reforça a tese de que as mortes tenham sido planejadas.

Uma equipe de investigadores do FBI desembarca neste sábado na Líbia para ajudar as autoridades do país nas investigações sobre o ataque e o incêndio do consulado de Benghazi.
 

tags: Ataques - Barack Obama - Comunidade Muçulmana - EUA - Líbia - Muçulmano - Oriente Médio
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