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Programa nuclear/Irã - 
Artigo publicado em 02 de Outubro de 2012 - Atualizado em 02 de Outubro de 2012

Sanções não farão Ahmadinejad interromper programa nuclear

Ahmadinejad: "Se pensam que podem pressionar o Irã, eles se enganam"
Ahmadinejad: "Se pensam que podem pressionar o Irã, eles se enganam"
REUTERS/Brendan McDermid

RFI

"Não somos um povo que recuará sobre a questão nuclear", declarou nesta terça-feira em Teerã o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. "Se pensam que podem pressionar o Irã, eles se enganam e devem corrigir sua atitude". O recado é direcionado ao Ocidente. Ontem, a porta-voz do Departamento de Estado americano, Victoria Nuland, disse que a queda histórica da moeda iraniana mostrava o "sucesso" das sanções internacionais impostas ao Irã por conta de seu programa nuclear.

Ahmadinejad disse também que os países ocidentais promovem uma "guerra econômica" de escala global contra o Irã. E acusou o Ocidente de sancionar transferências bancárias para impedir o país de repatriar o dinheiro caso consiga vender seu petróleo. "é uma guerra escondida e pesada de escala planetária". De acordo com o presidente, o Banco Central "procura e acha" meios de burlar as sanções, impostas por diversos países ocidentais diante das repetidas recusas de Teerã de interromper seu programa nuclear.

Em um ano sob sanções petrolíferas e bancárias, o rial (moeda iraniana) perdeu mais de 80% do valor. Nesta terça-feira, ele atingiu a baixa mais acentuada da história face ao dólar. Na metade do dia, um dólar estava valendo 35,5 mil rials. Antes de subir ligeiramente, chegando a 32,6 mil, a comparação pode ter atingido até 37 mil rials para um dólar, afirmam agentes de câmbio. Na véspera, a taxa estava em 34,7 mil.

Fogo amigo
De acordo com o Ministro do Comércio Mehdi Ghazanfari, o presidente iraniano emitiu uma ordem na noite de segunda-feira de "agir contra as pessoas que perturbam voluntariamente o mercado de divisas". Ghazanfari lembrou que "as taxas de câmbio não são somente uma questão econômica. Elas se explicam por fatores securitários, políticos e culturais e, infelizmente, os responsáveis competentes não são muito ativos", em uma crítica velada ao chefe de Estado.

O presidente da Câmara de Comércio de Teerã, Yahya Ale Es-hagh, fez uma sugestão ao mandatário. Ele atribuiu às sanções apenas "parte" da responsabilidade pela derrocada do rial e afirmou que "quem não é capaz de gerir a situação em tempos de crise não deve continuar no cargo".

Na semana passada, Ahmadinejad afirmou que o Irã poderia pensar em negociar diretamente com os Estados Unidos a questão nuclear, gerando críticas de conservadores no país. Em editorial do jornal Vatan Emrouz, Mehdi Mohammadi, homem próximo do Conselho Supremo de Segurança Nacional, encarregado do programa nuclear, afirmou que "a experiência histórica mostra que falar de negociações nestas condições é um sinal de fraqueza".

"Estas condições" respondem pelo sufoco econômico que o país atravessa. Sufoco que, para Mohammadi, não é tão grande ("as divisas são suficientes para as necessidades do país") nem pode ser atribuído totalmente à "guerra econômica" promovida pelo Ocidente. Para ele, entre os maiores responsáveis está o Poder Executivo.

tags: Armas Nucleares - Economia - Mahmoud Ahmadinejad - Mercado Financeiro - Nuclear - Sanções
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Comentários (1)

Chega de hipocrisia

Não sou anti-semita, mas o Estado de Israel deveria ter vergonha e além de devolver os territórios palestinos que tomou ilegalmente e a força em 1967, desobedecendo inclusive resoluções da ONU para devolvê-los, parar com essa conversa fiada,juntamente com o seu aliado EUA, de que o Irâ está fabricando armas nucleares. Por que no Oriente Médio só Israel pode possuir armas nucleares, que ainda tem o descaramento de não confirmar, mas que todo mundo sabe que possui. Israel deveria ter nojo de si próprio, de estar assentado em territórios manchado de sangue palestino e que não lhe pertence. Tenham vergonha e vivam em paz como um estado verdadeiramente democrático ao lado do povo palestino que tem as mesmas raízes ancestrais que vocês.

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