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Artigo publicado em 17 de Setembro de 2012 - Atualizado em 17 de Setembro de 2012

Protestos contra filme anti-Islã deixam 2 mortos no Paquistão

Protesto em Cabul, no Afeganistão, contra o filma que satiriza o profeta Maomé realizado nos Estados Unidos
Protesto em Cabul, no Afeganistão, contra o filma que satiriza o profeta Maomé realizado nos Estados Unidos
REUTERS/Omar Sobhani

RFI

Continuam em vários países os protestos dos muçulmanos contra a divulgação de um filme considerado ofensivo ao Islã. As manifestações mais violentas desta segunda-feira foram no Afeganistão. No vizinho Paquistão, pelo menos duas pessoas morreeam durante os protestos. Na Indonésia, uma manifestação reunindo 700 pessoas terminou em confronto com a polícia. No Líbano, logo após a partida do papa Bento 16, o líder do Hezbollah convocou uma semana de protestos contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos".

Mais de mil afegãos saíram às ruas em protesto contra o filme "A Inocência dos Muçulmanos". Muitos usaram armas de fogo e queimaram viaturas de polícia em uma estrada que liga Cabul a Jalalabad, onde estão instaladas as bases da OTAN e dos Estados Unidos.

Houve disparos durante a manifestação, mas a polícia decidiu não revidar para não aumentar a tensão. Pelo menos 40 policiais ficaram feridos devido a pauladas e pedradas. Foi a primeira manifestação violenta contra o filme no Afeganistão.

No vizinho Paquistão, milhares de pessoas participaram de diversos protestos pelo país. Em Peshawar, na região nordeste, cerca de três mil estudantes, professores e funcionários de uma universidade local desfilaram pelas ruas, mas segundo a polícia não houve incidentes. Já em um protesto do partido radical sunita reunindo 350 pessoas os manifestantes queimaram pneus e uma bandeira americana e bloquearam uma avenida de acesso à universidade.

Cerca de 800 pessoas manifestaram na cidade de Warai, no noroeste do país, e incendiaram a casa de um magistrado e a associação local de jornalistas. Um manifestante morreu em uma troca de tiros com a polícia. 

Em Karachi, capital econômica do país, a polícia reforçou a segurança em torno do consulado americano, onde no domingo as manifestações deixaram oito feridos. Um deles, que havia recebido um tiro na cabeça, morreu nesta segunda-feira.

No Líbano, o líder do movimento Hezbollah, Hassan Nasrallah, convocou protestos na periferia de Beirute contra o vídeo para esta segunda-feira, um dia depois do papa Bento 16 ter deixado o país. O influente líder religioso xiita afirma que os Estados Unidos são os responsáveis pelo conflito entre cristãos e muçulmanos.

Na Tunísia, o ministro do Turismo considerou "exagerada" a decisão de Washington de retirar do país os funcionários das representação diplomáticas considerados não essenciais. Segundo ele, as força de segurança foram surpreendidas pela extensão dos protestos que deixaram quatro mortos na sexta-feira.

Pela primeira vez, um confronto opôs nesta segunda-feira manifestantes e policiais em Jakarta, na Indonésia, durante um novo protesto contra o filme anti-Islã diante da embaixada americana.Os manifestantes jogaram coquetéis Molotov e entoaram slogans antiamericanos, enquanto a polícia respondia com jatos de água e tiros para o alto para dispersar cerca de 700 pessoas.

tags: Afeganistão - Indonésia - Islã - Líbano - Paquistão - Protestos
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