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Artigo publicado em 11 de Julho de 2012 - Atualizado em 11 de Julho de 2012

Guiné-Bissau e Guiné Equatorial em debate na CPLP

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RFI

Decorreu hoje o conselho de ministros extraordinário da CPLP na sede da organização em Lisboa, uma reunião preparatória da Cimeira da CPLP prevista a 20 de Julho em Maputo cujos pratos fortes, já hoje debatidos, são a crise da Guiné-Bissau e o pedido de adesão da Guiné Aquatorial ao bloco lusófono.

Durante este conselho de ministros, o chefe da diplomacia Portuguesa Paulo Portas pronunciou-se claramente contra a entrada da Guiné Equatorial na CPLP, considerando que esse país "não fez progressos suficientes" no respeitante aos Direitos Humanos. Esta opinião é partilhada por personalidades bem como algumas ONGs que assinaram uma petição posta recentemente a circular contra a adesão da Guiné Equatorial à CPLP.

Um dos organizadores desta iniciativa, Pedro Cruz, director executivo da Plataforma Portuguesa das Organizações não-governamentais de Desenvolvimento explicou à RFI o seu posicionamento.

Pedro Cruz, entrevistado por André Ferreira
 
10/07/2012
 
 

No âmbito do conselho de ministros extraordinário da CPLP, a situação da Guiné-Bissau também não deixou de ser abordada. Durante esta reunião em que este país era representado pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros deposto Mamadú Djaló Pires, optou-se pela presença na Cimeira de Maputo das autoridades que estavam no poder na Guiné-Bissau antes de 12 de Abril. O Chefe da diplomacia Angolana Georges Chicoti bem como o seu homólogo Português Paulo Portas vincaram que "a CPLP não reconhece outras entidades para além daquelas que estavam no poder antes do golpe de Estado".

Questionado em Bissau sobre esta tomada de posição da CPLP, Fernando Vaz, porta-voz do governo Guineense de transição prometeu "para muito breve" uma reacção do executivo a que pertence.

Correspondência de Mussá Baldé
 
10/07/2012
 
 

Também em Bissau, o Representante especial do Secretário-Geral da ONU, Joseph Mutaboba, considerou em nota divulgada hoje que há sinais de que os guineenses querem dialogar de forma franca no intuito de alcançar "uma solução duradoira para os problemas" da Guiné-Bissau.

Este anseio foi nomeadamente expressado aqui em Paris por uma das vozes conhecidas da Diáspora Guineense, o músico Sidónio Pais para quem é necessário encontrar um consenso.

Sidónio Pais, entrevistado por Liliana Henriques
 
10/07/2012
 
 

 

tags: Angola - Cimeira - CPLP - Guiné Bissau - Guiné Equatorial - Portugal
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