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A União Europeia, a França e os Estados Unidos subiram o tom nesta sexta-feira para pressionar o presidente da Costa do Marfim, Laurent Gbagbo, a deixar o seu cargo e acabar com a onda de violência no país. Ele perdeu as eleições, mas se nega a passar o bastão para o vencedor Alassane Ouattara.
Partidários do presidente eleito reconhecido pela comunidade internacional Alassane Outtara plenejam nesta sexta-feira novas tentativas de tomar instituições controladas por Laurent Gbagbo que se recusa a deixar o poder.
Os partidários de Alassane Ouatara, convocaram uma marcha até à sede da Rádio Televisão em Abidjan, que pretendem "libertar" do jugo de Laurent Gbagbo.
“A primeira vista, para os inocentes leigos, o que aconteceu na Costa do Marfim não tem nada de mais. As eleições presidenciais tiveram uma forte participação de votantes e foram consideradas limpas pela missão de observadores da ONU. O candidato da oposição foi proclamado vencedor, fora do tempo legal, por uma Comissão Eleitoral dividida e a Corte Suprema do país invalidou o voto em várias províncias dando a vitória ao candidato à reeleição, o presidente Laurent Gbagbo. Tudo na santa paz da legalidade democrática. Mas é claro que nem a União Africana, nem a ONU, nem a União Européia, nem a própria organização regional da África do Oeste, a CEDEAO, são leigos inocentes. Não é nada comum ver uma tal unanimidade dos chefes de Estado africanos condenando duramente as tramóias eleitorais de um “colega”. E em matéria de ditadura, repressão e manipulação descarada de eleições alguns deles são verdadeiros profissionais. Ouça a crônica de política internacional de Alfredo Valladão.
Prossegue o impasse na Costa do Marfim, que neste momento tem dois presidentes, dois primeiros ministros e dois governos, a eminência de uma nova guerra civil paira no país.